DESIGN THINKING: Passo a passo na pratica

Hoje você vai aprender o que é Design 
Thinking, uma metodologia poderosíssima   que eu uso diariamente nos clientes e que você, 
usando ela, você vai conseguir criar um negócio   que de fato seja conectado aos seus consumidores, 
um negócio que de fato eles precisam. Pode parecer   óbvio que eu tô falando, mas sabia que 42% 
das startups fecham porque criam um produto   que o consumidor não quer comprar? Você não quer 
fazer parte dessa estatística né? Então simbora   que chegou a hora de conhecer essa forma 
inovadora de pensar e resolver problemas. Fala meu povo, meus empreendedores favoritos, 
sejam mais uma vez bem-vindos aqui ao canal de   empreendedorismo mais descomplicado do YouTube, 
se você não me conhece ainda eu sou Daniel Niggli,   eu sou empreendedor, também fundador aqui 
do canal Luz Câmera Empreenda! e se você   quiser ver toda semana um vídeo novo 
com dicas e entrevistas também de   empreendedorismo, já sabé ne? Se inscreve, ativa 
as notificações, você não vai pagar nada por isso.

Enfim, toda empresa que você conhece, ela só 
existe porque ela resolve o problema de um   consumidor, por mais absurdo ou distante que isso 
possa parecer. Se não fosse assim, por que você   consumidor tiraria o seu dinheiro do bolso para 
comprar um produto? Quando você compra um tênis   por exemplo, na essência do tênis, está comprando 
porque se você começar a andar descalço todo dia   por aí qualquer dia você vai precisar no vidro e 
vai furar seu pé, sem falar de convenção social,   tô simplificando aqui para efeitos didáticos. 
Quando você compra um café, você compra porque   você quer ficar acordado, você compra porque 
vai ter um evento de família e já virou uma   convenção social, você compra porque você já 
entrou no mundo dos cafés especiais, você gosta   de café especial.

Independente do seu motivo 
de compra desses dois exemplos que eu te dei,   eu tô querendo te mostrar é que qualquer produto 
que você compra, pensa aí no seu ambiente, olha   ao redor e ve putz eu comprei isso aqui para quê? 
Você compra porque ele tá resolvendo um problema,   uma dor sua, e é exatamente para isso, para 
encontrar um produto que de fato resolva uma dor,   que o design que entra. Você deveria criar um 
produto pensando em quem vai comprar, não pensando   em você que quer desenvolver um produto assim. 
Essa metodologia permite que você coloque as   pessoas no centro do processo de criação e faz com 
que você entenda de fato as dores do Consumidor,   você encontre rotas diferentes de soluções para 
essas dores, e por fim crie um produto que de   fato esse consumidores vão comprar.

E basicamente 
você vai passar por um processo de sete etapas,   vou passar com cada uma delas aqui com vocês, 
e no mundo do Design isso aqui é conhecido   como o processo do duplo diamante, porque ele 
tem esses dois losangos, diamantes aqui que   estão representados na imagem. E só lá o final 
do diamante, na última etapa das sete etapas,   é a escolha de uma solução que resolve o problema. 
Pode parecer longe, é um processo completo,   é longe sim, mas você precisa, eu te garanto 
que você precisa olhar com calma cada uma   dessas etapas senão você vai fazer parte daquela 
estatística de empresa que metade das empresas   quase que nascem e quebram porque criaram um 
produto que o consumidor não quer. Não faça   parte disso. Vamos lá, respira faz parte aqui, 
falta pouco a gente vai chegar lá. Dito isso,   a primeira etapa do processo do Design que 
é o que a gente chama de enquadramento do   problema. E aqui pode dar tela azul para muita 
gente, você precisa antes de criar o produto,   de pensar no seu produto, você precisa entender 
qual que é o problema que você quer resolver.   Seu produto tem que resolver um problema e não 
um produto tem que encontrar um problema para   resolver.

É o contrário, a gente começa do 
problema para depois ir para a solução. Se   a gente estivesse lá no passado no lugar do Steve 
Jobs, por exemplo, o fundador da Apple, do iPhone,   se a gente tivesse querendo desenvolver o iPhone, 
ele nem sabia que ele estava querendo desenvolver   um iPhone, vamos supor que o problema é que ele 
estava querendo resolver era a dificuldade de   comunicação de pessoas à distância.

Vamos 
supor que o Iphone tenha sido o primeiro   celular. Com esse problema bem definido, 
enquadrado, você já não vai olhar para   ele e começar a ter ideia para resolver esse 
problema, vou criar um celular, não é assim o   processo. Já te falei que essa é a última etapa da 
jornada. Lista aqui nessa primeira etapa também,   além de definir o seu problema, lista 
todas as suas dúvidas, as suas certezas,   as suas hipóteses. A gente chama isso de Matriz 
CSD, matriz certezas suposições e dúvidas. Você   precisa listar tudo que você acha que é verdade 
e talvez seja, todas as dúvidas que você tem,   todas as certezas que vocês têm.

Listadas todas 
essas dúvidas, chegou a hora de arregaçar a manga   e pesquisar né? A gente tem muita pergunta que a 
gente quer responder e é exatamente essa segunda   etapa do processo, que é exploração do problema. 
Você pode pesquisar na internet, você pode falar   com especialistas, você pode ir em faculdades 
falar com mestres, falar com professores,   falar com um monte de pessoas, inclusive falar 
com os consumidores sobre essas dúvidas que você   tem. Você vai aprender sobre esse problema, 
aqui não é hora de olhar essas pesquisas,   olhar o resultado das pesquisas e tomar decisões, 
não, você só tá querendo ser uma esponjinha. Está   querendo absorver todas as informações de mercado 
dessas pesquisas sem querer organizar nada, sem   querer tirar conclusões. É um momento de divergir 
antes de convergir, a gente já vai convergir, a   hora do diamante ali que a gente começa a descer. 
Esse é um momento de abrir a cabeça. E é natural   que você vai querer ter mais ideias de produtos, 
de soluções, você vai começar, se você já tinha   uma ideia um produto que tinha pensado, talvez ele 
tenha que ser ajustado, talvez ele esteja muito   bom.

Não faz isso ainda, guarde essa ansiedade, 
lá no final do processo a gente vai convergir tudo   isso. O objetivo aqui é simplesmente absorver, é 
ser uma grande esponja de conhecimento. E agora   depois de absorvido tudo isso, chegou a hora 
de sintetizar, e essa é exatamente a terceira   etapa do Design Thinking, que é organizar o seu 
aprendizado. Sintetizar tudo que você aprendeu.   Não é hora de ir atrás de informação, pode até 
ser que surge alguma dúvida, algum ponto para   você reforçar ou pesquisar, garantir que esteja 
entendido, mas não, o objetivo principal agora é   você fazer um trabalho dentro de casa. Você vai, 
se você tiver um time, você vai organizar o seu   time em torno de seus aprendizados. Quais foram 
os aprendizados comuns de todas as pesquisas,   ou seu ee tiver individualmente fazendo isso, 
organiza esse aprendizado.

Você não pode deixar   um monte de post it de solto por aí se você tiver 
fazendo com postits. E aí você tem que organizar   tudo você aprendeu em grupos, por exemplo, aprendi 
uma coisa aqui e o João aprendeu outra coisa lá,   a Ana aprendeu outra coisa ali. São aprendizados 
em comum? Se sim é um grande aprendizado,   você não precisa ter três aprendizados diferentes, 
você vai agrupar tudo isso em clusters, em   grupos de aprendizados, em organizações, então é 
importante que você olhe de uma forma estratégica   e tire os pequenos insights. Os pequenos 
aprendizados e organize nos grandes. Enfim,   chegamos na metade do processo, essa metade aqui é 
o que a gente chama de direcionadores da inovação,   é a metade do processo que divide a hora de 
exploração do problema, que é o primeiro diamante,   com a hora de criação de soluções, que é o segundo 
diamante que a gente já vai chegar.

Ansiedade tá   batendo né? Coração tá batendo, mas calma que 
essa etapa do meio ela é fundamental para que   você crie soluções que reflitam os aprendizados 
principais do primeiro diamante. E essa não é   uma etapa fácil, é uma etapa super complexa, eu 
vou tentar simplificar aqui para vocês entenderem   de uma forma simples e prática como todos os 
vídeos que eu faço, mas se quiserem, se vocês   acharem que precisam de mais profundidade, 
deixa aqui nos comentários #QueroMais,   se a gente atingir 100 comentários eu vou criar 
um e-book e vou deixar na descrição do vídeo um   e-book para você fazer download.

Momento teórico. 
Os direcionadores da Inovação são sentenças em   formas de perguntas que conectam o problema, os 
aprendizados sobre esse problema, com a ideia.   No exemplo da Apple, uma dessas perguntas, uma 
dessas sentenças, poderia ser "como podemos   fazer com que crianças conversem com seus pais em 
momentos que precisam?" Eu estou dando um exemplo   fictício aqui, supondo que durante a exploração a 
gente tenha entendido que se é uma dor, se essa é   uma dor das crianças, elas precisam eventualmente 
conversar com os pais não porque elas querem,   mas porque elas precisam. Outro exemplo, "como 
que a gente pode deixar mais ágil a tomada de   decisão para executivos de empresas enquanto 
estão viajando?" Repara que esse direcionador   também reflete um aprendizado da jornada, mas é 
uma pergunta completamente diferente da primeira.   Uma fala de crianças relacionamento com os pais, a 
outra fala dos executivos na relação empresarial.   Isso a gente só pode fazer em profundidade porque 
a gente mergulhou em profundidade no processo de   exploração, nas etapas anteriores.

Se você não 
tivesse feito isso possivelmente você nem ia saber   que os executivos têm essas dores, que as empresas 
têm essas dores de conversar com os executivos e   que as crianças têm essas dores de conversar com 
os pais. E essa é a magia do Design Thinking,   você já tá pegando aqui né? O design thinking 
permite que você enxergue soluções diferentes   para o mesmo problema. Você vai explorar isso 
e a gente, a partir da quantidade de soluções,   a gente vai chegar lá no final na melhor 
solução de todas. Então a ideia é que você,   nessa etapa aqui do meio dos direcionadores de 
inovação, você formule de três a cinco sentenças   como essas nessas formas de perguntas, e aí 
você vai olhar para cada uma dessas perguntas,   para cada uma, para cada um desses direcionadores, 
e vai listar tudo que você acha que pode fazer   como solução já para resolver essas ideias. Lista 
mesmo e quando você achar que acabou, não! Força,   vai dormir e acorda no dia seguinte, vai para o 
banho que você vai estar pensando nelas e volta   escreve mais, a ideia que você para cada um dos 
direcionadores escreva entre 30 e 50 soluções   possíveis.

Não precisa ser a super solução mágica, 
você pode colocar ali soluções simples e depois   você vai juntar possivelmente uma solução com 
a outra, não pode se juntar essa aqui com essa   ela fica uma solução maior. O objetivo principal 
aqui é quantidade e não qualidade, ainda. Você   vai precisar fazer o download da sua cabeça, se 
estiver sozinho, ou com outras pessoas também, vai   conversar com as pessoas, com seus consumidores, 
com pessoas que estão relacionadas a pergunta.   Por exemplo com os empresários que precisam 
falar com as empresas , com os executivos.   Que solução que você poderia dar por exemplo 
para essa pergunta? Anota tudo, o objetivo é   descarregar mesmo e ter uma quantidade grande 
para depois a gente sintetizar isso e organizar   em uma solução. Você vai olhar então para todas 
essas ideias que você listou, você vai ver se   pode ser juntada uma com a outra, e aí formar uma 
ideia maior. Você vai organizar tudo que isso que   você tem.

Depois de organizar, depois de olhar de 
uma forma estruturada essas cento e tantas ideias   que você tiver listado, você vai escolher a cinco 
principais. Não é fácil, ninguém disse que ia ser,   você tem que praticar o desapego. Você vai deixar 
um monte de ideia boa para trás, mas você precisa   escolher, você não vai conseguir olhar para 
todos os lados e resolver todo tudo ao mesmo   tempo. O design thinking também é um processo de 
escolhas, de foco, de direcionamento. E você pode   usar algumas ferramentas para isso né? Você pode 
olhar o impacto, você pode olhar algumas matrizes   de esforço, de investimentos necessário versus uma 
dor que não tá realmente atendida pelo mercado,   você pode olhar competitividade, tem alguns 
fatores você pode classificar. Deixa aqui nos   comentários do vídeo que fator que você usaria 
para fazer tomar essa decisão? O importante é   que você olhe e escolha cinco principais, as cinco 
principais ideias que você enxerga maior potencial   para de fato virar uma solução.

Então vamos lá, 
para a sexta etapa do processo, é etapa de teste,   de validação dessas ideias. Você vai olhar 
para cada uma dessas cinco que você escolheu,   você vai começar a listar todas as hipóteses que 
você tem. Hipóteses são as dúvidas, você olha para   um brigadeiro de açaí por exemplo, que dúvidas 
você tem sobre essa ideia? Pode ser uma ideia boa,   pode ser uma ideia ruim. Será que por exemplo as 
pessoas vão gostar desse brigadeiro de açaí? Será   que usar o leite condensado tradicional na receita 
dá liga para esse brigadeiro? Lista tudo que você   tem de dúvida, todas as hipóteses, tudo que você 
precisa testar antes de fato criar um produto   e ir na rua vender. Ou ir na rua vender depois, 
faz parte do processo também, mas se precisaria   listar tudo que você tem de incertezas. 
Isso porque, e isso é super importante,   você não vai investir milhares de reais no começo 
de um produto que você ainda não tem certeza que   é o produto que o mercado quer. Você precisa ao 
longo da jornada ir reduzindo as suas incertezas   e aí sim ir melhorando os seus produtos.

A Apple 
inclusive, se você lembrar lá do primeiro iPhone,   longe do que a gente tem hoje de Iphone. Aliás 
estou gravando esse vídeo aqui com um iPhone,   jamais a gente poderia fazer isso lá com 
o primeiro iPhone, o primeiro celular lá   do passado. O importante no final do dia é que 
você vá dando pequenos passos e o pequeno passo,   cada um desses passos, é para validar incertezas, 
para validar hipóteses e aí você vai aprendendo   com seu consumidor crescendo aos poucos. A 
gente tá falando aqui no começo da jornada,   antes de lançar um produto você também precisa 
testar algumas hipóteses e tem algumas ferramentas   para isso. Feito todos esses testes, chegou 
a hora tão esperada que é a última etapa do   processo. É hora de escolher dessas cinco qual é 
a ideia que você vai seguir.

De novo, não é fácil,   pode ter tido boas ideias, bons resultados para 
mais de umas de uma das cinco ideias, você pode   ter tido um bom resultado para as cinco, mas de 
novo: guarda essa ideia que ela no futuro ela   pode virar realidade. Inovação e empreendedorismo 
é foco, você precisa focar você vai olhar para   todos os resultados desses cinco testes, que 
pode ter sido uma landing page, você pode ter   feito um Smoke Test, estou falando aqui alguns 
nomes e em vídeos futuros eu vou explorar um   pouco mais disso, mas o resultado dessa validação 
ele te dá embasamento, deveria te dar embasamento   suficiente para você escolher qual que é a ideia 
dessas cinco que tem mais potencial, a ideia que   você quer apostar. Qual é a que brilhou mais os 
olhos dos consumidores por exemplo? Qual é a que   você acha que vai te dar mais lucratividade? Você 
pode fazer um estudo de potencial de mercado aqui   também. Cuidado para você também não escrever 
com tanto detalhe assim porque no futuro esse   Business Plan, esse plano de negócio, pode ser que 
ele não vire realidade.

Você precisa olhar de uma   forma estruturada e estratégica acima de tudo. 
Se for um negócio social que você está criando,   você tem que obviamente olhar o impacto positivo. 
Comparado essas cinco ideias, qual que gera mais   impacto positivo? De novo, não é fácil tomar 
essa decisão, mas o processo do Design Thinking   ele é assim ao longo da jornada. Você viu que a 
gente vai sempre abrindo, tendo mais ideias e a   partir da quantidade de informações, quantidade de 
aprendizados a gente faz escolhas, depois abre de   novo, depois faz escolhas de novo? Resumindo, você 
viu que essa metodologia ela te permite criar um   negócio que de fato seja conectado ao consumidor, 
ao que ele precisa.

É um processo longo,   mas que fazendo, passando por essas etapas em 
profundidade, a gente resolve aquele problema   que eu te falei assustador de 42% das startups 
fecharem porque criam um produto que ninguém   quer comprar. Não corra esse risco! E como eu 
já disse, se a gente chegar aqui nos comentários   em 100 comentários #QueroMais, eu vou deixar um 
e-book com muito mais profundidade, mais detalhes   sobre esse processo do Design Thinking, com mais 
exemplos, exemplos do processo de validação que eu   falei também, aqui que eu soltei alguns nomes. 
É uma jornada complexa, completa e complexa,   mas que você precisa fazer com muita profundidade. 
Hoje eu fiz um vídeo para te contar toda a jornada   de uma forma simples, e você consegue aplicar 
algumas coisas aqui, mas você precisa fazer   isso do jeito certo, por isso compartilhe esse 
vídeo com seus amigos empreendedores e aquele   seu amigo que está querendo empreender porque 
você vai ser um amigo mesmo. Passar por essa   jornada vai fazer a diferença nele, na vida dele 
como empreendedor.

Beijo fui, até semana que vem..

Texto inspirado em publicação no YouTube.

Quer Saber Muito Mais? Venha para a MIND21 Educação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.